segunda-feira, 11 de abril de 2016

NOVOS TEMPOS

QUANDO O ELEVADOR ERA TERRA DE NINGUÉM.

Não faz muito tempo, onde o elevador era terra de ninguém, então, apinhado de gente era possível uma pessoa fumando perto de você, certo? A fumaça era tolerada por todos. Nem mesmo a sala de espera do consultório médico estava imune a nuvem de nicotina. A propaganda na televisão anunciava vigor, liberdade e juventude, atitude ,claro, junto com glamour ao anunciar determinado cigarro. A grande questão é que as “verdades” não são eternas, quando falamos de comportamentos e atitudes. Ainda hoje, torna-se possível prever que, daqui um tempo, as pessoas terão que aprender mais sobre psicologia, relacionamentos, autorrespeito, amor próprio, saúde emocional, empatia, resiliência, assertividade, vínculos afetivos, e demais conceitos que não são ensinados na escola. 

Os tempos mudaram, empregos são reformulados, profissões acabando; outras surgindo, condutas questionadas, famílias em novos formatos surgem. Os tempos são outros e algumas mentes ainda estão na mesma época, quando o cigarro era sinal de glamour. Da mesma forma que o tabaco perdeu espaço na sociedade, também posturas psicológicas obsoletas estão em desuso.

Por isso, impor sem dialogar, corrigir sem dar exemplo e obedecer sem questionamentos estão com os dias contatos. Experimente, nos tempos modernos, convencer uma criança pela força, medo, ameaça, por exemplo, não vai demorar você ser questionado e colocado contra a parede com argumentos sensatos e de uma lucidez impactante. 

A obediência cega cedeu lugar à razão de argumentos e questionamentos na forma de educar. A educação que não estiver em sintonia do falar com o fazer, provavelmente, será desmascarada. A sobrevivência emocional, dos tempos atuais, não está atrelada a condicionamentos, força, diplomas, títulos, status e posses. 

Enfim, a capacidade de adaptar a mudança dos novos tempos é que selecionará os que reúnem a condição de despedir das “verdades” que não mais agasalham e nem dialogam com a época atual.



Marcos Bersam
Psicólogo.

e-mail: marcosbersam@gmail.com
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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Dúvida ou Medo.

Depois de relutar um pouco mais, a pessoa agenda um consulta com o psicólogo. Naquela oportunidade confidencia o quanto está dividida, ora, um conflito atroz. Perante a liberdade de escolha a pessoa paralisa suas ações, ainda assim tenta ganhar tempo através do auto-engano. Assim sendo, a maior parte das pessoas não tem a dúvida que acreditam, pois um olhar mais atento nota que a decisão já foi tomada na intimidade da alma.  A inercia e dificuldade de agir são apenas fruto do medo. Enfim, quase sempre, sabemos o que precisa ser feito para resolver de uma vez por todas nossos tormentos, no entanto o medo é que parece confundir-se com a dúvida. Por fim, admitir o medo é mais complicado mesmo, assim, fere nosso orgulho e nossa imagem desbotada de um ego que nunca foi você na sua essência. Desta feita,  não encaramos os verdadeiros medos, embora vamos fingindo que estamos a pensar e resolver qual decisão tomar. A dúvida eterna costuma ser uma das piores formas de fuga e auto-engano.

Marcos bersam

Psicólogo

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segunda-feira, 4 de abril de 2016

QUANDO A SINCERIDADE FAZ SOFRER

SURTO DE SINCERIDADE

A consciência empurra sua vontade de falar “toda a verdade”, entretanto, o medo faz você pensar um pouco mais acerca da melhor atitude. O desassossego patrocinado pela culpa faz você optar pelo clichê de que um casamento ou relação verdadeiro deve comportar toda a “verdade” e sinceridade. Nesse afã de corresponder ao que lhe foi ensinado – relação perfeita não tem segredo, atualmente fez você arrepender-se de confessar seus pensamentos e atos do passado. 

A crença de que a verdade libertaria você da culpa não funcionou do jeito idealizado. Então, o “outro” não quer apenas a verdade, deseja saber os pormenores e detalhes que você não concorda em dizer. Afinal, perceber o sofrimento do outro faz você questionar-se se fez a melhor escolha.A ideia de você precisava compartilhar seus segredos, claro, não considerou se o “outro” teria condições de suportar a “verdade”. 

Algumas conversas sinceras são motivadas pelo egoísmo, sim. Então, ser o arauto da sinceridade a qualquer preço pode ser uma estratégia egoísta de livrar-se tão somente do que lhe faz mal. À culpa fez você pensar mais em você do que no outro, claro, com a justificativa da lealdade e justeza. O orgulho costuma não dispensar oportunidades de parecer melhor do que, em tese, se é.Enfim, o motivo de dizer a “verdade”, nem sempre, é patrocinado pelo senso de honestidade, também é possível sob o verniz da sinceridade patrocinar a vingança, o egoísmo, e as estratégias para despertar no outro a inquietude que um dia esteve só dentro de você. Ao decidir ser honesto resolva, primeiramente, a culpa dentro de você, pois tal sentimento mal resolvido convida o egoísmo a assumir a dianteira no surto de sinceridade.

MARCOS BERSAM
PSICÓLOGO
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terça-feira, 29 de março de 2016

FRASE DO DIA.

“Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma”.

Alberto Caeiro

segunda-feira, 21 de março de 2016

MANIA DE TER.

PSICOLOGIA DA DECEPÇÃO
Eu tinha um casamento feliz!

A decepção, dessa vez, chegou na ponta dos pés, sem alarde. Então, você,  não teve tempo de entender o motivo de merecer tamanho golpe do destino. Ao enxugar as lágrimas , encontra-se tempo para exclamar: - Ah! Eu tinha um casamento feliz!

Somos condicionados a adquirir, possuir e colecionar tudo e mais um pouco. Nesse afã de posse acreditamos ter pessoas, relacionamentos , felicidade, aliás, pensamos em ser donos até dos problemas. Quem nunca disse : Eu tenho um problema! Eu tenho uma doença!

A verdade é que somos donos de objetos, no entanto, quando falamos de emoções, sentimentos e pessoas somos  eternos despossuídos. Inadvertidamente, alguns dizem o seguinte: - Eu tenho saúde! Eu tenho sucesso! Eu tenho um problema! A certeza de ter faz você alimentar o medo de perder, quem acredita ter e possuir perde-se num emaranhado de tormentos. 

O medo visita àqueles que juram possuir algo, a decepção faz companhia, primeiramente, aos que acreditam ter. No máximo pode afirmar o seguinte: Estou num casamento feliz! Estou num momento de equilíbrio orgânico! Estou tendo resultados positivos! Estou num momento de aflição.
O ter condiciona o sujeito a exigir garantias afetivas, inclusive patrocina o orgulho e vaidade. A consciência do aspecto transitório do estar é mais justa, pois,  incrementa o “aqui e agora”, desmistifica a ilusão e aprimora o senso de zelo com o “outro”.

Finalmente, acreditar-se dono e proprietário de emoções, sentimentos, paixões, dores e infortúnios ; como também de pessoas e relações, no máximo, aproxima você de um inquilino presunçoso, que teima em não cumprir o aviso de despejo inesperado.


Marcos Bersam
Psicólogo


quarta-feira, 16 de março de 2016

QUERO MUDAR

PSICOLOGIA DA MUDANÇA


Evoluído, transformado, eficaz, diferente, renovado, assim, comporta-se como um individuo que sabe que não pode parar no tempo, a capacidade de reciclar-se, inovar e mudar é algo que lembra uma pessoa antenada com os tempos modernos. De mais a mais,  isso pode parecer atributos de um sujeito consciente da necessidade de mudança no mercado de trabalho competitivo, certo? No entanto, estamos falando do vírus, isso mesmo, estudos apontam que o vírus evolui para sabotar a resposta imunológica do organismo, daí as atualizações constantes das vacinas. O vírus comporta-se como uma camaleão existencial. Se o vírus transforma-se, qual o motivo de muitos indivíduos não atualizarem seus padrões mentais?

Algumas pessoas, por crenças disfuncionais, acreditam que não podem mudar mais nada em sua vida, a depressão junto com a ansiedade desmonta a capacidade de a pessoa reinventar-se, pois antes de qualquer mudança é necessário à motivação. A desesperança congela o ânimo, confisca a capacidade de sonhar e agir em prol da mudança que você quer para sua vida. Enfim, a mudança é algo necessário para a plenitude da vida, ora, seja no vírus ou no homem.

Marcos Bersam

Psicólogo

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segunda-feira, 14 de março de 2016

PSICOLOGIA DA ESTACA

PSICOLOGIA DA ESTACA.
VOCÊ E O ELEFANTE.
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Fantasiosamente, experimente adestrar um elefante, preferencialmente, um filhote saudável. De fato, precisará de estacas e correntes, assim, prenda-o de modo fazer com que ele fique desacreditado de ir além dos limites impostos por você. Depois de algumas tentativas frustradas de soltar-se, em tese, ele começa a acreditar que é incapaz de romper e arrancar as correntes e a estaca. O elefante cresce ganha força, torna-se adulto, entretanto, continua preso, sabe aonde? - Na mesma estaca e na mesma corrente. O condicionamento o fez acreditar que nunca mais seria possível romper as amarras, mesmo sendo capaz de arrancar árvores. A estaca é a neurose do homem moderno.

O ser humano, por vezes, fica assim preso não a correntes, mas tão somente a estacas frágeis. A verdade é que ele olha para a corrente achando que essa é a responsável pelo seu aprisionamento, porém, independentemente, do tamanho da corrente é a estaca que tem a pretensão de prendê-lo.  Só que a estaca é a mesma da infância, de tempos remotos. 

Algumas pessoas foram criadas adestradas para fazer sem pensar, obedecer para não perder o amor, amedrontados numa espiral de condicionamento e adestramentos severos, onde perdem a vocação de acreditar no potencial atual. 

Enfim, lembre-se que não é a corrente grossa e forte que te prende, ora, apenas uma estaca do passado que não é mais suficiente para manter você aprisionado, pois você não é mais como o filhote de elefante. Por fim, você cresceu e não deverá continuar sofrendo os efeitos do adestramento do passado, sua vontade de liberdade é maior que a estaca que um dia foi capaz de prender você.



Marcos Bersam
Psicólogo