sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
MAIS DO QUE UMA MÚSICA, TALVEZ UMA ORAÇÃO OU UM TRATADO DE PSICOLOGIA.
Não acredito que seja apenas uma música; mas algo maior. As vezes acredito ser mais uma oração; ou um tratado de Psicologia; ou uma cartilha de algum monge budista. A sabedoria toma forma na genialidade do artista. Então só nos resta ficar paralisados; quando a inercia toma conta pode ser sinal de que estamos diante de algo mágico. Quem sabe algo que intuímos; mas não conseguimos seguir. Pena que Gonzaguinha ficou pouco tempo entre nós para poder continuar tornando nossa existência menos angustiante.
Dr.Marcos Bersam
O QUE É? O QUE É?
Gonzaguinha
Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...
E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...
E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...
Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
quinta-feira, 21 de abril de 2011
PENSAMENTO DO DIA:
"Nem sempre podemos construir o futuro para nossa juventude, mas podemos construir nossa juventude para o futuro."
Autor Desconhecido
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Adolescência.
O adolescer caracteriza-se por um período de passagem, de metamorfose do mundo infantil para o mundo adulto.É sempre bom fazermos um parêntese e perguntar-nos o que é mundo adulto hoje? Talvez devido à dificuldade de estabelecer o que uma coisa ou outra; devido à volatilidade do certo e do errado; chamado por alguns de relativismo moral. Temos cada vez mais um ser hibrido que reúne aparência de homem e cabeça de menino. Estou falando do adultescente. Temos também termos no mínimos jocosos; um deles namorido; é o sujeito que é uma miscelânea de marido com traços de namorado. O que é que estávamos falando mesmo? Para que não me perca mais ainda; vamos deixar isso para outro artigo e vamos focar no tema do fenômeno adolescente. Deixe me lembrar dos tempos livrescos da faculdade; lá estava escrito que tal fase é marcada por violentas transformações corporais; trocando em miúdo nascimento de pêlos pubianos; a menarca na jovem; engrossamento da voz no menino; aumento do pênis no menino e isso sem falar nas inconvenientes espinhas que afeta ambos os sexos. Todas essas mudanças fomentam mudanças mentais; causando um desarranjo; um desequilíbrio na psique infantil. E muito comum o pai exigir do filho um comportamento adulto; a sociedade também cobra outra postura do jovem. Em meio a tantas pressões o jovem que não sabe o que fazer costuma muitas vezes identificar com seus pares; pois a empatia gera afinidades impensáveis na família. O grupo passa exercer forte influência sobre o adolescente; transitoriamente oferece um ego transitório para que o mesmo ensaie do seu modo como se dará a nova identidade. E nessa época que ocorrem os famosos micos; o pai vai buscá-lo na festa e isso é motivo de zombaria; um verdadeiro vexame perante o grupo de amigos. Não adianta nesse momento ocorrem constantes conflitos no núcleo familiar; a constelação da família que tinha na figura paterna a personificação do super-herói está em falência temporária. O prestigio dos genitores é abalado por outros modelos; o que conta nesse momento existencial é a opinião do cantor do grupo de rock; o astro do cinema; a preferência do amigo mais velho. Os pais além de não mais serem os heróis; parece que ocupam o lugar de vilões; esses são repletos de predicados depreciativos; o achincalhe aos pais está na cartilha de qualquer adolescente medianamente confuso. E importante frisar que apesar do adolescente demonstrar tais atitudes num misto de desprezo; concomitantemente há sentimento genuínos de amor e afetividade. A ambivalência é algo também presente; mesmo que não pareça o adolescente esconde; falseia e mascara suas emoções de amor; admiração e afeto pelos pais. A sexualidade também vem com força total; a efervescência hormonal culmina com a curiosidade e fator compulsório de arrumar fora do seio familiar o objeto de amor; pela interdição do incesto o adolescente terá a chance efetiva de reviver todo seu Édipo. Sentimentos de ciúme; posse; disputa; ódio e amor serão vividos como se fossem a primeira vez na figura do primeiro namorado. A sexualidade freqüentemente vem acompanhada de crenças equivocadas que fomentam a culpa; o desatino e angústia. Apesar de a adolescência ser vista como um momento de aborrecimento e de mimos; logo é sempre bom desconfiar dos predicados que os adultos elegem para caracterizar os adolescentes. Creio que adolescência é o momento que aprendemos pela experiência; lá acontecem as coisas longe dos livros; é nessa fase que ocorrerá beijo de verdade; que antes acontecia só no mundo do faz de conta; no filme; no romance. Permitir que a dúvida habite de maneira única no campo da certeza; isto é; são certezas duvidosas. Tudo acontece tão depressa e sem ensaio que o tempo é escasso para algum sentimento predominar sobre o outro. Na verdade a ambivalência de emoções é o que desafia o entendimento dos adultos de plantão. O gosto de desafiar o perigo; de romper com o estabelecido; de escolhermos nossos ídolos;nossa música; de construir nossa identidade primeiro tendo a certeza do que não queremos ser. E finalmente acreditarmos nos sonhos de mudar o mundo; haja vista que o seu mundo interno está de ponta cabeça. E no afã de controlar algo, o adolescente se lança na missão grandiosa de mudar o que esta fora dele. É na adolescência que a realidade começa a bater em nossa porta existencial com mais vigor e eloquência.É quando acreditamos nas certezas incertas da vida. É na adolescência que o movimento da vida celebra o que temos de mais apaixonante. Nessa síntese de emoções temos a possibilidade da renovação e de nascermos psicologicamente mais uma vez.
MARCOS BERSAM
PSICÓLOGO CLÍNICO.
domingo, 17 de abril de 2011
NÃO DESPERDICE O TEMPO DE UMA MULHER.
Estava guardado em minha mente já fazia algum tempo; não raramente sempre ouço no consultório frases interessantes no que diz respeito ao tempo. Tais assertivas são emolduradas pelo tom agudo próprio e constante do timbre feminino. Estou falando de minhas clientes de quase todas as idades que são unânimes em fazer coro quando o assunto é a temporalidade. Não quero perder tempo! Que futuro tenho com ele! Perdi tempo! É verdade que não fiz nenhuma pesquisa mais apurada; mas sinto que a mulher tem uma dinâmica própria no tocante ao tempo. E a estória se repete, depois de um casamento de longa data com filhos criados é muito freqüente a mulher disparar: “Perdi tempo de minha vida nesse casamento.”; ou na melhor das hipóteses fala que a única coisa boa foram os filhos. A sensação de que tenho é que para a mulher a decepção do hoje macula o passado ou até mesmo faz sentir que o tempo esvaiu sem muita delonga e que tudo se perdeu. Parece que a mulher continua mergulhada na lenda urbana do príncipe encantado; ou seja que o futuro tem que chegar mesmo sem o presente ter se despedido a tempo de ser chamado de passado. Quer acabar com uma mulher não faça planos de futuro; não demonstre interesse no amanhã. A mulher quer mais do que ninguém um futuro mesmo que de faz de conta. Nesse relógio existencial feminino a verdade é que as coisas acontecem num tempo diverso do homem; o homem deixa para o amanhã não só pescaria com os amigos; mas em muitos casos o amadurecimento. O homem brinca com sua “imortalidade”; na medida em que ele pode tudo em termo de tempo. O homem pode ser pai aos 100 anos. E isso causa uma preguiça existencial em amadurecer. A mulher tem marcada no seu próprio corpo a chancela da natureza para começar o ciclo reprodutivo. Estou dizendo que um belo dia a menina é informada pelos pais que todo mês haverá um evento que lembrará de forma inconsciente acredito eu de que não é possível perder tempo. A menstruação parece trazer mais que o sangramento da mucosa uterina; mas sinaliza para o que ainda não aconteceu; lembrando que falta algo. Que o útero só ficará apaziguado na gestação. Estou falando do ritual da menarca; da primeira menstruação. É assim nessa “pressa” biológica que a menina é preparada; a menarca abre contagem regressiva para a mulher poder reproduzir. É bem verdade que hoje em dia cada vez mais é comum o adiamento da maternidade; mas me pergunto: A qual preço. A vida profissional é algo elencado muitas vezes como condição para uma maternidade plena; primeiro você depois o filho. Os manuais de psicologia não se atrevem em afirmar; mas não é bem visto hoje em dia a mãe que não se realizou profissionalmente; ou seja, cadê o diploma universitário; cadê o apartamento; cadê o carro novo. E se de um lado temos a mulher que adia a maternidade; uma sociedade que só quer saber de adolescer o adulto e evitar o envelhecimento do corpo da mulher. A mãe atual não pode ter barriga; não pode ter estrias; não pode varizes pois tais sinais apontam para a velhice; para a morte. E fica às vezes meio complexo para a mulher gerenciar a finitude existencial; numa sociedade que fala demais em preparação; em estética ; no belo e no perfeito ou ideal. E não tem como preparar sem demandar tempo; tempo para operar; tempo para cicatrizar; tempo para ser mãe. É muita coisa para pouco tempo; conciliar o bisturi do cirurgião; a faculdade; o trabalho e ainda tentar ser boa mãe. Está montado o convite para o estresse; o esgotamento e em breve a neurose. A natureza que urge por resultados e o aspecto existencial que também que acontecer. Estou falando de mães que estão tendo filhos cada vez mais sem condições físicas e emocionais; ou seja, a mãe se realiza profissionalmente sim; mas a idade avançada e o estresse natural e cansaço gerado pela pressa em ter chegado aonde sempre desejou causou marcas profundas nas emoções necessárias a maternidade. Estou falando da paciência; da calma; da serenidade e do equilíbrio. As balzaquianas parecem sofrer mais do que todas; as que se aproximam também parece desfrutarem da sensação de que nada acontece conforme o esperado. Algumas nem mesmo ensaiaram sair da casa dos pais. Nesse emaranhado de cobranças e conflitos temos a mulher dos dias atuais; também culpada e oprimida nesse ínterim existencial. Vejo mulheres que parecem se sentirem não tendo a idade que realmente tem; Dr. Nem parece que tenho 40 anos; sinto-me uma menina. E faltou alguém avisar aos outros que essa mulher não se sente adulta. Todos esperam comportamento adulto e maduro de alguém capaz de gerir sua própria vida. Só que a sincronicidade não respeita muito o que deveria estar a acontecer; no íntimo cada mulher constrói um tempo próprio. Então é comum a temporalidade pra mulher gerar conflito com o masculino; a pressa e o senso de urgência confundem a cabeça do homem. O homem não compreende que a engrenagem do relógio existencial para mulher tem outra métrica. Acredito que a maturidade passa pela noção de temporalidade; de finitude; pois sem termos essa dimensão ficamos infantilizados. Então para crescer preciso ser afetado pelo tempo; pelo hoje; pelo ontem e pelo amanhã. Então caso queira evitar alguns aborrecimentos não desperdice o tempo de uma mulher; ou como diria aquela célebre frase: “não desperte o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la”, talvez seja por isso que o inferno está repleto delas. A intenção sem ação é apenas um tempo que não aconteceu. E isso pode ser para algumas mulheres o famoso: tempo perdido.
Dr.marcos bersam
VAMOS AJUDAR O BLOG.
OLÁ, AMIGOS INTERNAUTAS. PODEM FICAR TRANQUILOS QUE NÃO SE TRATA DE DINHEIRO. NÃO VOU PEDIR NADA EMPRESTADO; MUITO MENOS UMA ESTADA NA CASA DE VOCÊS NO FERIADO DE 21 DE ABRIL. SÓ QUERIA CONTAR COM VOCÊS PARA CONVIDAREM AMIGOS OU INIMIGOS PARA SEREM SEGUIDORES DO BLOG. VOU TER A PRETENSÃO MODESTA DE 100 SEGUIDORES. OBRIGADO
BOM FIM DE SEMANA A TODOS.
DR.MARCOS BERSAM
quinta-feira, 14 de abril de 2011
CINEMA
olá amigos internautas é bem verdade que foi difícil essa última semana, pois fui acometido da picada do mosquitinho da dengue e fiquei acamado. E aí vocês já viram soro e paracetamol no lombo; e como não sou tão tolo aproveitei a oportunidade para conferir um filme que imagino que agradará vocês. Estou falando de ENCONTRO COM O PASSADO, do ano de 2009 com direção de Marina de Van no gênero suspense. É uma trama que riqueza psicológica ; em destaque a busca de si mesmo. Se permitindo olhar sob as nuances do passado, do futuro e para dentro de si mesmo. vale a pena conferir.
dr.marcos bersam
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