sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O BARATO SAI CARO.

Jogando na cara!

De que forma vai pagar?


A pessoa pode pagar, no entanto, ela tem uma atitude de achar-se no direito de querer de graça, ora, sempre, exigindo seu desconto. Então, ela faz do dinheiro um reflexo de sua indisponibilidade de arcar com as consequências de suas escolhas, logo a dificuldade de pagar torna-se eco da dificuldade de amar, de doar-se.  Essa pessoa tem por hábito indispor-se a pagar, assim, fica apaziguada quando sente que drenou e sugou tudo que pagou. Na verdade, a dificuldade de pagar é fruto da insegurança de ser amado. Então, sob o verniz do incapaz, do coitadinho, do sem sorte você dispõe a ajudar de graça, ou seja, faz a última coisa que o sujeito precisa.  A gratuidade da ajuda não e o problema, então, a questão é quando a ajuda cristaliza o comodismo do outro. Ajudar não é consentir, nem tampouco não cobrar. Enfim, nada é gratuito; sempre existe um preço a ser pago, assim, mesmo que não seja em dinheiro você poderá ser cobrado.  Finalmente, tente não deixar credores espalhados pelo caminho, evite os “bonzinhos” de plantão e crie coragem para pagar, preferencialmente, em dinheiro, suas dívidas.  Em suma, cada pessoa escolhe a forma de pagar o “outro”; caso queira economizar infortúnios não acredite que exista algo de graça.

Marcos Bersam

Psicólogo

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

AS APARÊNCIAS ENGANAM!

REALIDADE X APARÊNCIA.


A realidade não é aparência, ou seja, algumas pessoas sofrem por acreditar ser a mesma coisa. De algum modo essa confusão de conceitos fomenta a inveja, potencializa a comparação, constrói ilusões e prenuncia decepções. Hoje, somos convidados, insistentemente, a crer que aparência e realidade sejam conceitos idênticos; portanto nessa tentativa de buscar na aparência a solidez de sua existência você sente um vazio sem explicação. Urge, então, dimensionar o preço a ser pago. A inquietude em diminuir a distância entre realidade e aparência escraviza o sujeito em uma neurose. 

Marcos Bersam
psicólogo

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

PSICÓLOGO PRECISA ENXERGAR?

PSICÓLOGO CEGO?
Olhar X Visão.



Definitivamente; o assunto é polêmico, então, a pergunta que fica é a seguinte: Tem como um psicólogo ajudar uma pessoa sem vê-la? Ah! Existe um sofisma que se tornou um clichê, onde o psicólogo tem que ver para analisar o outro, será? A bem da verdade deve-se separar visão do olhar, assim, prefiro acreditar que não seja menos verdade que um terapeuta cego esteja tão apto a ajudar um paciente do um que enxergue normalmente, certo? Os olhos não garantem a visão para o terapeuta, ora, temos terapeutas cegos com as retinas em ordem. De resto; a visão pode ser feita sem os olhos, e na ausência deles usar os poros da alma, a epiderme do pensamento, o magnetismo do inconsciente, por fim, as vísceras da vontade. A visão é o que não pode deixar de existir na ajuda terapêutica, e isso não tem nada a ver com a integridade e disponibilidade do globo ocular.

MARCOS BERSAM
PSICÓLOGO

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Relacionamento em Crise - Quando dizer não para o amor da sua vida?

DECIDIR EM NOME DO AMOR.

Não é um laboratório de química, todavia algumas vezes porções de decisão não são solidárias com o amor, ora, é muito comum o amor confiscar o direito de você decidir. Algumas pessoas acreditam que a procrastinação seja alicerce do verdadeiro amor. Aí, torna-se comum sempre pedir um “tempo”, mais uma chance, uma oportunidade, desculpas e perdão. De resto, parece que o amor não pode conciliar a necessidade de decisão necessária naquela oportunidade. Desta feita, algumas mães, esposas, mulheres dizem para mim o seguinte: Olha! Eu amo-o, porém, não quero mais “fulano” perto de mim. Enfim, decidir que o amor pode continuar existindo, sem o caráter compulsório que dilapida seu patrimônio afetivo e sua dignidade. Em suma, antes de amar, você tem que estar apta a exercer o verbo “decidir” na sua plenitude, ou seja, só assim você pode blindar seu ego e dizer o que é permitido acontecer no perímetro de sua vida afetiva.

Marcos Bersam
psicólogo
crp 04-12182
Orientação Psicológica Online

contatos: marcosbersam@gmail.com
skype: marcos.antonio.mello.bersam
whatsapp: 32 8839-6808

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

PROPORCIONALIDADE MENTAL

Proporcionalidade Mental.


Vivemos num mundo que a principio  respeita a proporcionalidade, então, o telhado é adequado ao corpo da casa; a dose do remédio compatível com a moléstia, a profundeza do oceano atrelada à pluralidade da vida marinha; a sensação de vitória diretamente proporcional ao esforço e trabalho. No entanto, quando começamos a reverter essa lógica, podemos estar nos avizinhando de algum desequilíbrio psíquico.  Quando não se respeita a proporção das ações diante das adversidades, logo se pode deduzir que algo não vai bem no painel mental. A impaciência, a intolerância, fofoca, culpa, agressão, irritabilidade são sinais de desproporcionalidade mental, assim, a ansiedade desalinha o senso de realidade e sensatez para “fora” da geometria de causa e efeito.

Marcos Bersam

Psicólogo 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

QUANDO A TV FAZ MAL?

PROGRAMAS DE TV.



Aleatoriamente, deixe sua intuição incursionar sua vontade, logo conduzir o controle remoto de sua tv para algum daqueles programas televisivos de auditório ou entrevista. Na diversidade dos assuntos da pauta, alicerçado na pseudo ideia de informar e melhorar a sua qualidade de vida, sempre, tem um especialista apontando algum perigo atestado e confirmado pela ciência recentemente. Então, na lista figura glúten, lactose, sol, sal, gorduras, limites, violência, regimes, relacionamento, filhos, educação, dietas, sedentarismo. Portanto, quando você assiste tem a nítida sensação de que nada sabe , absolutamente, nada; ou o que é pior, tudo que sabia está errado. A fronteira tênue e veloz entre o “certo” e o “errado” faz com que o sujeito fique ansioso, amedrontado e acuado. Então, a velocidade das descobertas gera a sensação de insegurança, de inércia que faz você sempre consumir a última ideia como se fosse algo salvacionista. Essa perspectiva agrada o capitalismo, para comprar e consumir as pessoas precisam adquirir crenças, ideias, medos, ansiedades. Nesse redemoinho de informações, claro, não importa o tempo que durem as certezas que vicejam nos programas de Tv, sabe-se apenas que são efêmeras e fugazes. Enfim, nesses programas, tem subliminarmente a ideia de que você precisa comprar, adquirir, contratar produtos ou serviços para obter mais segurança. A engrenagem midiática alimenta a indústria, a informação gera necessidade e a “boa intenção” dos apresentadores e entrevistados chancela e legitima a lógica do consumo.

marcos bersam
psicólogo

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

CRISE NO RELACIONAMENTO

QUANDO O RELACIONAMENTO VAI MAL


Apesar de estar em voga os cursos e programas de tv que tratam da culinária, ora mostrando receitas práticas e iguarias exóticas, a fim de que você se torne menos refém dos restaurantes. Qualquer pessoa pouco habituada na cozinha, tem noção de que os ingredientes de boa procedência e qualidade são indispensáveis para o sucesso na confecção dos pratos. Então, toda receita,  não pode prescindir da qualidade dos alimentos, temperos, condimentos, assim, nos relacionamentos afetivos quando alguns ingredientes saem de cena comprometem o paladar e aroma das emoções e dos sentimentos. A relação afetiva pode ser arruinada quando a confiança, a admiração e respeito estão com data de validade vencida, ora,  pode-se afirmar que tais ingredientes, precisam ser mantidos sob disciplina redobrada, esmero e zelo do casal . Portanto, a baixa qualidade desses insumos afetivos, tem como consequência um prato de sabor próximo da acidez ou do azedume indigesto.  A confiança ,em baixa,  gera abertura para a insegurança e medo; a falta do respeito promove e patrocina a violência de todo tipo; e a perda da admiração,  torna-se o veneno letal para a falência e morte da libido.

Marcos Bersam
Psicólogo

contatos: marcosbersam@gmail.com
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