terça-feira, 20 de outubro de 2015
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
ASTRONOMIA DAS EMOÇÕES
Voluntariamente, experimente ser sabatinado pela curiosidade de uma criança. Digamos que o tema seja questões e dúvidas pertinentes às constelações de estrelas; sol; lua; atmosfera e coisas do espaço. Certa vez, após um adulto aceitar tal desafio; deparou-se com a seguinte indagação de um garoto: - Onde tinha ido parar as estrelas,da noite anterior, ao raiar o dia? A dúvida juvenil era pertinente à sua maturidade intelectual,pois,ele não conseguia entender o porquê de não conseguir enxergar as estrelas,concomitantemente, com o alvorecer do dia.
A dúvida pueril era renitente na cabeça daquele garoto, assim a única explicação arranjada pelo seu pensamento mágico, era haver um rodizio entre o sol, a lua e as estrelas. Na cabeça dele, o céu não era grande o bastante para conciliar e abrigar tantos elementos luminosos. Portanto,a crença daquele menino entendia que para algo existir; outro teria que desaparecer. O garoto se perguntava: - Seria justo perder um espetáculo em prol do outro? Por que não posso ficar durante o dia com o brilho das estrelas?
A maturidade emocional e intelectual do garoto condicionava o existir; em face do apalpar com o olhar. Então, nessa fase da meninice; eis que os olhos funcionavam como régua da realidade,não havia o ingrediente intelectual para abstrair conceitos. A capacidade de iludir-se era patrocinada pela inocência do que os olhos testemunhavam, ou seja, o imponderável era asfixiado pelos sentidos.
Desta feita, alguns adultos ficam incrédulos como esse garoto, quando o universo observado é a nossa galáxia interior de afetos, emoções e sentimentos, por exemplo, no lugar de astros; estrelas; constelações está em órbita relações, conflitos, medos e dúvidas.Então, ao acordar num determinado dia; você,não consegue mais enxergar a cumplicidade de seu parceiro; o diálogo deu lugar a crítica contumaz; a admiração saiu de cena e a falta de diálogo não está configurada no layout do seu céu interno.
Por isso, que alguns adultos teimam em acreditar que, para haver uma coisa tem que eliminar outras emoções; assim o amor só pode acontecer aniquilando o ódio; a raiva é escanteada para outras galáxias. O movimento de rotação e translação existencial faz você evidenciar o que é oportuno para cada ocasião, claro, que a fase da paixão deixa o sol brilhar por mais tempo, em tese, as sombras da noite são negligenciadas. A paixão é um colapso no movimento de rotação do planeta emocional.
O inconsciente é a forma que temos de encobrir coisas que continuam existindo à revelia do nosso querer, portanto, tal como o alvorecer do dia não confisca as estrelas no firmamento; a falta de percepção das nossas mazelas emocionais, principalmente, do outro não deixarão de existir no universo relacional.
Quando entendemos que habita na mesma pessoa - o amor com o medo; a dúvida com a certeza; a esperança com o receio; o limite com a entrega; o não com o sim; a liberdade com impossibilidade; por fim, a necessidade com o supérfluo, fim com o recomeço.
Indubitavelmente, as emoções e sentimentos sempre ficam abrigados sob a mesma constelação – inconsciente,isto é, quem olha para nosso universo externo –Ego; tem apenas uma ideia pálida do que está por trás, em outras galáxias inexploradas. O nosso céu de emoções não tem andares, nem repartições ou gavetas. Está tudo lá, ora submerso na noite do inconsciente; outras tantas vezes em evidencia, com todas as luzes que iluminam o picadeiro do dia – o consciente.
A imaturidade emocional faz com que a pessoa exija do outro o desaparecimento de coisas que fogem ao controle, afinal, algumas pessoas condicionam o amor ao desaparecimento da liberdade, exigem afeto desde que a individualidade do parceiro não seja mais percebida, argumentam que o amor deve afastar as pessoas. A condição para crescer impõe leis inegociáveis, ou seja, o céu de nossos afetos não obedece o nossa vontade e querer.
Com a mesma perplexidade do garoto que não compreende como as estrelas podem continuar no céu durante o dia sem serem notadas. As emoções mais sombrias que temos está mantida prisioneira da invisibilidade provocada pelo inconsciente. Nosso consciente é como um dia iluminado; permite que continuemos sendo assistidos pelo brilho dos raios solares; sim. Porem, concorrendo com o espetáculo majestoso das estrelas sob nossas cabeças; mesmo invisíveis. No entanto, elas não entram de férias e nem deixam de existir.
Então, você está isento de escolher cenários mais adequados, desobrigado de ser contemplado por uma intensidade exclusiva de luz; pois, o contraste do que é visto está relacionado com suas necessidades no momento. O inconsciente, a repressão, o desejo funciona como atmosfera que nos facilita ou impede de ver o que precisamos e queremos. A habilidade e competência para enxergar além dos limites da retina, nos convida a transcender e ser tolerantes. Aliás, degustar o crescimento psicológico com a certeza de que, você pode aproveitar o sol flamejante do dia, emoldurado pelo brilho continuo das estrelas; da noite anterior. De resto; uma luz não compete com a outra - assim continua agasalhar todos; mesmo no anonimato do alvorecer.
marcos bersam
psicólogo
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
RELAÇÃO PERFEITA E ENTEDIANTE DEMAIS.
INSATISFAÇÃO CONJUGAL.
Homem íntegro, responsável, trabalhador, carinhoso, prestimoso,
inteligente, bonito que faz todas suas vontades; faz suas amigas suspirar e,
com certeza, causa inveja numa centena
de outras despossuídas de uma relação tão “perfeita” como a sua.
Todavia, só
você sabe que isso não tem sido mais suficiente para apaziguar suas pretensões
afetivas. Então, nesse emaranhado de desejo, onde habita uma dúvida atroz no
escaninho de sua mente: - É isso que quero pra minha vida?
Abeirando-se do mais completo gesto de insanidade que poderia você dispensar
essa relação; eis que você adia, um
pouco mais, a decisão de jogar tudo para
o alto. Certamente, você, sente falta daquela sensação de “frio na barriga”; teima em aventurar-se em algo mais perigoso,
costumeiramente procura envolver-se e procurar alguém pra tirar você de uma
vida morna e sem emoção.
Por isso, compulsivamente, lança-se a experimentar
casos extraconjugais para buscar algo que, nem você, sabe ao certo definir. A
consciência aponta que o problema não é o seu parceiro; pois você tem estado
sempre à procura de algum complemento externo para uma fenda na sua alma.
A busca de aventura direciona seu pensamentos e ações
para o epicentro do conflito entre o que é certo, possível e errado.
De fato, entediar-se facilmente na vida
afetiva é sua especialidade, a vontade de ingerir adrenalina pelos poros é mais
forte do que qualquer outra ponderação racional. De resto, o complexo de culpa de ser feliz
norteia sua vida, assim, a mulher que não consegue administrar uma vida
tranquila carrega consigo grande culpa de não poder ser feliz verdadeiramente.
A atração para situações de perigo, aventura; risco são apenas analgésicos para
diminuir a dor implacável da culpa de não sentir-se digna de algo sadio e
saudável.
Por fim, enquanto a adrenalina
visceral conduzir seu destino, claro, você será refém das vísceras ,
escanteando a paz de espirito para longe dos domínios de sua mente.
marcos bersam
psicólogo clínico
whats: 32 8839-6808
e-mail: marcosbersam@gmail.com
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
NÃO TENHO MAIS INTERESSE EM SEXO
ONDE FOI PARAR A LIBIDO?
A sua habilidade investigativa sempre foi pífia, assim nenhuma veia que lembrasse Sherlock Holmes colaborava para o momento atual; onde precisaria investigar o mistério do sumiço de algo muito importante. Então, tão valioso como um brilhante, cobiçado por seu valor inestimável, tal “sumiço” desarranjou as poucas certezas que você possuía e comprometeu ainda mais a crise conjugal que teimava em persistir.
A habilidade de procurar objetos perdidos e desaparecidos se limitava ao território de sua bolsa desorganizada, porém, a situação precisava de uma habilidade mais esmerada para resolução do problema. Explicitamente, você reconhece que não sabe onde foi parar sua libido; ou seja, tesão. De uns tempos para cá; você é classificada de “fria", além de todos dos predicados possíveis que recai sobre sua pele, invariavelmente, a alcunha de “mulher gelo” ganha força. Numa espécie de banco de horas, licença não remunerada, eis que seu desejo sexual entrou em colapso. Como se não bastasse a perda misteriosa da libido; nas engrenagens de seu pensamento, você, cogita a hipótese de ter sido a única culpada.
Diante da resolução de tal mistério, torna-se oportuno um inventário consciencial de possíveis extravios emocionais no almoxarifado de sua alma; ora,sabe-se que antes de perder a libido, em tese, perde-se o amor próprio, sonhos, admiração, respeito pessoal e todos os requisitos irmanados com a saúde emocional. Tal como um molho de chaves, nunca se perde apenas a chave da libido-desejo sexual, pois junto tem outras do mesmo quilate afetivo e que concorrem em grau de importância para sua saúde plena. A perda da libido não é um ato solitário, na verdade é mais do que um “sumiço” trata-se mais de uma rebelião; quem sabe um sequestro de sua subjetividade.
A sensação de uma invisibilidade existencial dá o ajuste sombrio à um mistério que não é fácil de solucionar. Portanto, nessa investigação do sumiço da sua libido você percebe que, com seu consentimento você perdeu-se de si mesmo; isto é,não sabe mais quem é . No afã de ser esposa do fulano, mãe do ciclano, dona de casa exemplar, profissional competente; eis ter esquecido de si mesmo. Então, onde havia uma camada de verniz suficiente para sustentar seus papeis; hoje, resta apenas as ranhuras à mostra daquela superfície desbotada.
Enfim, o perfeccionismo, o zelo profissional desmedido, a busca de aprovação, a invisibilidade emocional,a covardia consentida, a perda de sentido, falta de sonhos tornam-se todos; sim, suspeitos de quem foi o causador do "sumiço" de sua libido.
marcos bersam
psicólogo
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
FRASE DO DIA
"Sonhos são reais enquanto duram-podemos dizer mais alguma coisa da vida?"
Havelock Ellis
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
COMO FRACASSAR NOS SEUS NEGÓCIOS
RECEITA DO FRACASSO
A crise econômica tem deixado você com uma inquietude tamanha que,em tese, o desejo de assumir o risco de um novo empreendimento avizinha-se de sua consciência. De forma abrupta rompe um insight adormecido: Ah! Já sei vou abrir um barzinho.
Então, seria a oportunidade de colocar em prática aquele curso de empreendedorismo que você fez no passado, ora, de muita coisa esquecida você tem a certeza do seguinte mandamento a ser observado: Ah! Meu negócio tem que ter um diferencial.
A ideia escolhida, por você, foi a música; sim; afinal você sempre gostou de ambientes musicais. Estava pronto a equação do sucesso na sua mente, ou seja, música ao vivo que agradaria a "todos". A ideia foi esboçada e estudada com tanto esmero que, a chance de dar certo era questão de tempo. Todavia, o que era entusiasmo inicial deu lugar a uma frustração contagiante. A verdade é que o problema não era a música, mas o desejo de a querer agradar "todos" os públicos sedentos por gênero musical diverso. Então, a vontade de não abrir mão de um segmento de público, claro, comprometeu todo o projeto. A ideia de ceder aos apelos dos mais variados clientes fez você ficar refém de sua própria ideia. De fato, a fórmula do sucesso ninguém tem; porquanto a receita do fracasso é explicita, por exemplo, quando teimamos em agradar a "todos" encurtamos o caminho do fracasso.
A missão de agradar à todos é impossível; no máximo um capricho do Ego. Torna-se necessário não negociar a certeza de qual o nicho do mercado você vai disputar; o público a ser atingido; mapear motivos de sua estratégia; e contentar-se com a fidelidade dos que você consegue agradar e fidelizar; por último, coragem suficiente para não corresponder a todos os apelos. Por fim; oferecer o rock and roll; sem a culpa de ter faltado o sertanejo.
MARCOS BERSAM
PSICÓLOGO
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
CUIDADO COM LIVROS E MANUAIS DE SUCESSO
Psicologia do Caminhar
Experimente convidar uma pessoa para caminhar com você por um tempo, em tese, vocês se propõe a ir no mesmo destino. Ao final do percurso quantos passos cada um deu? A matemática dessa conta deve considerar a amplitude do passo de cada pessoa, idade, condicionamento físico, entusiasmo,trilha sonora disponível, certo? Certamente, a quantidade de passos necessários que cada pessoa usou até o local ,previamente, determinado nunca é igual. Por que, então, acreditamos que para alcançarmos outros objetivos devemos seguir a quantidade de passos, dicas e tempos de antemão estabelecidos?
Respeitando a individualidade do biótipo de cada um; sabe-se previamente que o necessário para um, tampouco serve para outra pessoa. Ilusoriamente, alguns indivíduos, teimam em comprar livros de autoajuda com os seguintes apelos: Emagreça em 10 passos; 100 dicas para ficar rico; Emagreça em 03 meses; Salve seu casamento em 02 semanas; 15 maneiras de controlar a ansiedade.
Finalmente, sabemos que você antes de saber quanto tempo gastará e quantos passos serão necessários; é importante não se comparar com outro. Ou seja, o tamanho de sua perna emocional; seu entusiasmo; a motivação; o geografia do terreno psicológico; a disciplina cognitiva; o enredo afetivo das pessoas não respeitam métricas. A amplitude do seu caminhar, também, não respeita generalizações; por fim; esqueça o mito do ideal do prazo; "segredo" e "passos" da chegada; para focar-se na constância e cadência do caminhar.
psicólogo marcos bersam
whats: 32 8839-6808
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