sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

EDUCAÇÃO DE PAIS.




"É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.

Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser,
Quando você crescer?"

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Somos muito bons em ensinar o que precisamos aprender.



Outro dia me perguntaram: “O que acha dos conselhos?” Acho que os conselhos são formas pelas quais dialogamos com nós mesmos. Se deseja conhecer uma pessoa melhor, escute os seus conselhos.
Quase sempre quando o conselho é dado é porque aquele conselho não é dado só a você, contudo, a quem fala.
Ao dar um conselho se pergunte se você está querendo ensinar o que precisa aprender: “faça você primeiro proveito do mesmo”.



Marcos Bersam

Psicólogo Clínico

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

FRASE DO DIA: AMOR E PODER




"Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro."

Carl Gustav Jung

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

CASAMENTO EM CRISE




TENHO QUE SAIR DESSA RELAÇÃO


É bem verdade que sempre critiquei veementemente aquela literatura rasa de revistas femininas que sempre tem um viés de aconselhar e o que se deve fazer para ter um relacionamento ideal, entretanto, confesso, que corro o risco de ao abordar o tema não seja de maneira tão profunda. E mesmo temendo resvalar nesse abismo literário vou me aventurar por esse caminho sempre procurando nunca tangenciar conceitos, receitas ou verdades oportunistas.
Muitas vezes somos bons em aconselhar o que precisamos aprender, ou até  necessitamos  aconselhar, como uma identificação, tentando apaziguar e compadecer com  a dor ou  o medo do abandono  surge nas angustias do outro, porém, é sempre bom estamos atento que nem   sempre  deve-se aceitar facilmente conselhos.
Então, deixemos de lado essas preocupações tolas, pois a verdade é que esse tema com certeza atrai a atenção de inúmeras pessoas, diante do grande número de e-mails que recebo. Estou falando da percepção amiúde, de modo geral, da mulher de que aquele relacionamento já deu o que tinha que dar.
E não só isso, mas também a dependência mórbida que causa infortúnio e inquietude. Você pode estar funcionando como um vale para o outro, ou seja, sua vida pode ser um desfiladeiro que ecoa mais da vida do outro do que da sua: “O conselho é dado muitas vezes a si mesmo”.
Na prática a coisa é bem diferente do que acontece nas páginas de revistas. É muito comum hoje mulheres estarem mergulhadas em relações doentias que as consomem, quer seja do presente ou até do passado.
Vamos devagar, para que eu possa explicar melhor, o que mais acontece nessas relações é assimetria de interesses ou de investimento. Ou seja, de um lado temos as mulheres que fazem de tudo; que se priva de uma infinidade de coisas e que acreditam nas mais descabidas promessas. É muito comum às mulheres gastarem quantidades exorbitantes de dinheiro para manter essa situação seja fazendo cirurgias plásticas, seja assumindo os gastos do parceiro, seja honrando os compromissos de toda a casa.
Em contrapartida, temos aquelas que se desgastam ao tentarmos  resgatar,  algo que não pertence mais o presente. São aquelas relações mal resolvidas, as tais: “Gestalts inacabadas”, “ciclo não concluídos ou fechado”. Uma busca frenética de manter sentimentos, emoções vividos em um tempo que possuía igual relevância, e que hoje não faz parte: Se passado fosse bom não seria passado estaria no presente.
Essas mulheres sempre se colocam na relação de modo inteiramente oprimido, e mesmo fazendo isso tudo tem a sensação de que a qualquer momento serão abandonadas (e serão, até porque sua baixa autoestima, afeta diretamente na sua forma de se relacionar com o outro e consigo mesma). A iminência de perderem o seu parceiro para qualquer coisa sem importância é grande, seja a amante do passado, seja um caso novo: a jogatina ou as drogas. Não importa se essa mulher convive com o medo e o pânico de não conseguir viver sozinha. E como se a dependência do outro formasse uma penumbra sobre seu ser.
Dessa maneira todos apontam para a mulher que aquela relação não tem futuro, de modo geral essa relação socita nessa mulher até o afastamento dos familiares, filhos ou irmãos ou amigos. Nessa relação não há espaço para compartilhar afeto ou interesse.
 O parceiro dessa mulher é exclusivista, não concebe dividir a pessoa amada. Essa lógica acaba fazendo a mulher acreditar que a relação é mais do que realmente é. Ou seja, a dimensão da relação ganha contornos que não existem. Tudo passa a ser superdimensionado, e quando o sexo torna-se muito intenso o rompimento fica ainda mais difícil de desatar.
A mulher tem que rever sua conduta, seus pensamentos e emoções que estão desalinhados com a realidade. Nessa jornada de enfrentamento da crise na relação é comum o sujeito depois começar a sentir raiva mais de si mesmo do que do outro, essa fase é esperada e aguardada. E posso atrever a dizer que, certa forma, até festejada, em muitos casos, a raiva momentânea faz parte do processo de separação. Vale lembra que, raiva e amor são sentimento muito próximos,  que nos possibilita ver o grau e a intensidade das relações que estabelecemos com o outro
Não é possível se separar e adotar a cara de paisagem (cara de que não é, ou não foi afetada), nossas mais íntimas convicções e esperanças estão presente em cada percepção e compreensão da realidade:“a frustração nos visita sem cerimônia”.
 Esse sentimento aponta que a esperança já não mais anestesia a solidão e o sofrimento da neurose do casal e da própria pessoa que perpetua uma situação (relação) que não mais nutri. Para sair é preciso não só desejo e vontade faz-se necessário que a pessoa experimente novas formas de relacionar-se, não somente com o outro, mas consigo mesma, criando possibilidades para experimentar novas sensações e sentimentos.
De modo geral, o terapeuta aponta rotas diversas, não compactua com os clichês adotados até então. Pontua e revê pensamentos disfuncionais e condutas masoquistas. A grande notícia é de que é possível resgatar sua autoestima não de maneira gratuita, mas com muito empenho: Sair de uma relação doentia é bem mais difícil do que entrar.
Não desanime, e lembre-se de que fica a cargo do menos doente na relação selar o fim de estória que de modo geral começou errada. A primeira coisa a fazer é ser coerente com a vocação inerente de cada ser humano: a busca da felicidade.


Dr. Marcos Bersam
Psicólogo Clínico