quarta-feira, 15 de junho de 2016

QUANDO VOCÊ NÃO ENCONTRA O PORQUÊ DA DECEPÇÃO

JUSTIFICATIVA ADOECE.
Em busca do sentido.

De fato, você, em tese, não tinha motivos para entender o porquê. Algumas pessoas dizem para mim o seguinte: Meu relacionamento não tem sentido! Meu trabalho perdeu o sentido! Minha vida está sem sentido! 

Qual a relação entre a falta e perda do sentido e angústia existencial? A verdade é que o ser humano necessita de sentido no que propõe a fazer ou viver, assim viver sem essa condição adoece psiquicamente. A pessoa quando sofre uma decepção, traição ou frustração qualquer, sempre se pergunta o porquê, certo? Quando você faz tal indagação afasta o sentido e o significado de si mesmo, no máximo encontra uma justificativa. Há uma diferença enorme entre Por que terminou minha relação? E para quê aconteceu o fim do meu relacionamento?


A justificativa, por vezes, é prima da culpa. Quem tem culpa gosta de justificativas. A pergunta que deve ser incentivada é: Para quê? .A pergunta certa pressupõe você alinhar sua bússola emocional. A pergunta para quê, inteligentemente, convida você a perceber um significado que sempre esteve latente, claro, muitas vezes, não podia ser visto. A pergunta terapêutica deve aproximar , você, do significado e do sentido de tudo que aconteceu de bom ou ruim na sua vida. Sempre temos um para quê adormecido, não tão cansativo como os porquês que nunca são respondidos.


Marcos Bersam
Psicólogo

sexta-feira, 10 de junho de 2016

RATOEIRA MENTAL

Ah! Coitado!
Viciado em ter pena de si mesmo.

Tem um tempo que você conhece fulano, não é de hoje tal relacionamento, assim, foi inevitável achar que a vida estava sendo injusta com ele. Respeitando a sua consciência, claro, ensaiava planos, dava dicas para reverter o marasmo que pairava sobre tal pessoa. Era crescente a sensação de ter alguma responsabilidade sobre o destino final da vida dele, talvez um misto de um sentimento de impotência e culpa incipiente. Ah! Coitado! Fulano não tem sorte mesmo! Ele é sempre injustiçado! Ninguém reconhece o seu valor! 

Entretanto, depois de observar, um pouco mais, atentamente, percebeu que fulano tinha o hábito de fazer-se de vitima, assim a autopiedade-vitimista de plantão, era um traço de sua personalidade. Tal vício mental, construía crenças e paradigmas psíquicos disfuncionais e deletérios em todos os segmentos de sua vida, ora, havia uma compulsão e necessidade de sentir-se incapaz, inferior, nunca querendo assumir responsabilidades sobre sua vida; por fim, culpava as circunstâncias externas e justificava sua inércia existencial. Essa pessoa não era, de fato, tão miserável como parecia ser. 

Quando pessoas desse quilate emocional procuram a terapia, quase sempre, chegam com argumentos de autopiedade, por exemplo, mesmo tendo o mínimo de condição financeira para custear o processo terapêutico, barganham descontos; querem dar pouco de si, e, tentam convencer o “outro” de sua miserabilidade existencial.

O objetivo é fazer da terapia uma extensão do jogo de autopiedade, logo, a indisponibilidade em arcar com os custos do tratamento é uma forma de perpetuar o lugar de “pobre coitado”. A autopiedade só é desfeita quando o “outro” não aceita tal pacto, uma das formas eficazes de fazer isso é cobrando e fazendo do pagamento –dinheiro, um antibiótico eficaz.


marcos bersam
psicólogo clínico
www.marcosbersam.com.br

segunda-feira, 6 de junho de 2016

AUTOENGANO

AUTOENGANO.

A pessoa parece estar certa do que diz, assim a fala “firme” aponta que não existe dúvida acerca de sua intenção. No entanto, convivendo um pouco mais e observando de perto, eis que é possível perceber  uma lacuna entre a intenção e ação. A nossa fala, às vezes , não anda de mãos dadas com nossos reais desejos. Algumas pessoas reclamam e queixam-se de tudo, seja do relacionamento, da doença, do filho complicado; ou seja, existe nas entrelinhas da queixa  uma satisfação velada. A mudança só acontece num gesto de honestidade pessoal, quando você reconhece que aquilo que parece ser o problema traz um contentamento e satisfação, claro,  sob o verniz de um  querer de palavras.

Marcos Bersam

psicólogo

quinta-feira, 2 de junho de 2016

PODER DA DISTRAÇÃO PARA CONHECER ALGUÉM.

Dia da caçada.

Não é uma expedição de caça numa savana africana com o propósito de capturar algum animal selvagem, porém, o seu estado mental hipervigilante direciona sua vontade para uma caçada afetiva. Assim sendo, o mais incauto acredita que a vontade de ter alguém; confunde-se com o medo de ficar sozinho.  

A vontade de encontrar sua “cara metade” não tem dado certo nos últimos tempos, pois parece que sua atenção exagerada tem atrapalhado.  A questão é que a pessoa focada demais nesse intento; não obtém resultados favoráveis. 

Afinal, quem nunca teve um amigo bem intencionado que queria te apresentar alguém? De algum modo, parece que a preparação antecipatória para a conquista,  faz afugentar a presa- instinto de sobrevivência, assim o predador exala ameaça. Por fim, o poder  da distração parece coincidir com os melhores momentos para relacionar-se, ou seja, parece que o amor acontece, de verdade, para os distraídos.


Marcos Bersam

psicólogo

terça-feira, 31 de maio de 2016

FIM DE RELACIONAMENTO

                QUANDO O MOTIVO É A DIFERENÇA.     


Ela sempre gostou de dançar e malhar, ele no máximo movimentava os olhos ao ler o jornal matinal. Ele gostava de ler até bula de remédio, o último livro dela foi o pequeno príncipe no colegial. Ele, no máximo, frequentava a sauna do clube com seu cunhado, após o carteado. Ela, sempre extrovertida, não tinha dificuldade de fazer amizades. 

A diferença daquele casal sempre foi gritante, porém, no início um compensava no outro suas faltas. No entanto, a diferença que unia no início, também passava a ser a mesma que, atualmente, incomodava. 

O esfriamento da paixão, com a frustração pessoal de cada um, projetou no “outro” a vontade fantasiosa de mudar o parceiro. Enfim, o motivo alegado, por ambos, para a separação, ora, é que são diferentes demais, assim, quase sempre, as diferenças de hoje são as mesmas de ontem. 

Quando o outro é muito diferente de nós, temos basicamente dois caminhos: invejar ou admirar. Quando não reconhecemos isso, podemos achar que odiamos o outro, quando a intolerância com o “jeito de ser” do outro nos incomoda, em tese, pode ser apenas a frustração e raiva projetada para “fora” de nós, pois a maior das intolerâncias advém da decepção culposa, de você, não ter se auto aceitado.


marcos bersam
psicólogo
www.marcosbersam.com.br
whats: 32 98839-6808

segunda-feira, 30 de maio de 2016

BRIGA ENTRE INTENÇÃO E AÇÃO - PSICOLOGIA DA INCOERÊNCIA

PSICOLOGIA DAS 10:10

O acaso , de fato, não existe. Toda  mensagem traz uma mensagem explicita, e,  outra velada, às margens, do consciente. Quem nunca viu numa cena de um comercial ou filme, o relógio atrás,  de fundo,  marcando 10:10 ? A ideia dos ponteiros posicionados na posição em “V”, podem passar a ideia de vitória, de um sorriso. A indústria da propaganda faz isso com grande eficiência. Na vida afetiva, algumas pessoas, teimam em dizer que querem mudar, serem diferentes. No entanto, continuam dizendo uma coisa, porém, agem de forma incoerente. A terapia é a oportunidade de verificar a coerência entre a intenção e a ação, por vezes, você diz que é de manhã, mas o relógio de fundo aponta uma madrugada chuvosa nas paragens de sua vida afetiva. A falta de coerência  entre a intenção e ação, claro, desalinha os ponteiros da saúde emocional de qualquer pessoa “bem intencionada”.  

marcos bersam
psicólogo clínico