terça-feira, 1 de março de 2016

ANSIEDADE FORA DE HORA.

PSICOLOGIA DO ALARME

Antes de você pensar e decidir em comprar um alarme, claro, existe uma consciência de que você está ameaçado. O medo foi o patrocinador de sua decisão de proteger seu patrimônio. Então, o alarme eficiente é aquele que funciona quando é preciso, assim, um animal, uma corrente de vento, uma trepidação não pode ser suficiente para acionar o dispositivo do alarme. Assim sendo, alguns alarmes por defeito de fábrica ou por ajustes na sua configuração disparam sem necessidade, inclusive causando incômodo e desassossego.

Ora, a mente ansiosa em excesso também funciona como um alarme desajustado, a ansiedade é um alarme que temos em nossa mente, ou seja, capaz de identificar aquilo que nos ameaça; logo, acionar, na hora certa, ações que protejam sua integridade.

No entanto, do mesmo modo que o alarme desajustado funciona equivocado, também a mente ansiosa liga o dispositivo ansioso quando não é necessário. Daí, tudo ser ameaçador ao ego – desaprovação social, medos de não ser aceito, medo de fracassar, medo de não ser amado, medo de não conseguir, medo da vida, medo de ser feliz, medo de dizer não.

Quando a pessoa deixa o alarme da ansiedade ligado sempre, a consequência é o adoecimento físico, o colapso do organismo, a fadiga e esgotamento. Outro perigo de não deixar o alarme ansioso ajustado é resolver substituir ele por medidas de segurança drásticas, por exemplo, colocando trancas, cadeados e fechaduras em todas as portas e janelas. De resto, você sente-se protegido, porém, fica preso dentro de si mesmo e perde a oportunidade de viver. A maior de todas as trancas, sem dúvida, é a neurose.

Marcos Bersam

Psicólogo

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

RELAÇÕES COMPLICADAS

ME AJUDE A DEIXAR DE AMAR FULANO.


A agenda acusa que mais um paciente está pra chegar, assim, o senso de urgência e necessidade da pessoa a faz ser bem precisa quanto à situação que a aflige. A fala eloquente, num misto de feições de medo e espanto formam o espectro do desatino.

A presteza em apontar sua real necessidade, ou seja, a pessoa diz sofrer por amor. Ao entrar numa relação buscando ser amada, no máximo que achou foi o desamor por si mesmo. No entanto, a centelha residual de saúde psicológica, quase apagada, recobrou suas forças.

No afã de curar-se do mal do amor, descobre-se indigente em seu amor próprio. Ao indagar sobre a expectativa do tratamento a pessoa não titubeia: Por favor, ajude-me a deixar de amar fulano!

A crença de que para livrar-se de uma relação destrutiva começa no desamor é perigosa, talvez, fosse à mesma coisa que prometer a adicto-alcoólatra que o tratamento começará a ser possível, quando o mesmo perder o fascínio e prazer pelo álcool. Ora, o sucesso da recuperação do alcoólatra não está condicionado à perda do prazer pela bebida. Não existe recuperação da droga de forma mágica, inclusive é um exercício diário de incremento da vontade e da decisão.

Da mesma forma que não existe dependente do álcool sair , de vez em quando, para tomar uns drinques. A pessoa dependente afetiva, do mesmo modo, não deve relacionar-se com determinadas personalidades.
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Então, nesse momento, rever condicionamentos amorosos, questionar as certezas afetivas, assim, destronar a crença de que você sofre por amor. A primeira coisa que a pessoa precisa saber é que o amor não promove dor, medo e aflições. Por isso, ter a certeza de que tal sentimento não é amor é o primeiro passo para romper relações destrutivas.


A validade da terapia é findar o autoengano, promover o autorrespeito, recuperar a dignidade afetiva e plenificar sua afetividade, independentemente, da permissão do “outro” que um dia maltratou tanto sua dignidade afetiva, em prol do pseudo amor.

Marcos Bersam
Psicólogo.

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DEBAIXO DO MESMO TETO

FAZENDO E RECLAMANDO.

Em nenhum momento foi cogitado afirmar que fulano não trabalha ou não seja responsável nas suas obrigações diárias, portanto, tem sido difícil aguentar o rosário de lamentações e queixas, que sucedem a conclusão de algum afazer. A perspicácia mais débil percebe o quanto o sujeito sente-se orgulhoso de dizer que, fez isso ou aquilo, em prol de todos, claro, isso tudo, com um tom de lamento, sacrifício e sofreguidão. A grande questão é que toda pessoa perfeccionista, ou seja, tem no controle e na exibição sofrida sua gratificação pelos feitos. 

Então, a capacidade de reclamar tem sido inversamente proporcional ao desejo de delegar tarefas, tampouco é justo reivindicar justiça e reconhecimento. A pessoa que busca ,desenfreadamente, alivio para sua sobrecarga, nas queixas insistentes, em tese, trapaceia suas reais necessidades emocionais. Tal indivíduo sente-se o único a ser capaz de fazer algo, logo não tem sentido pedir ajuda e ser auxiliado, assim, precisa da fadiga e do esgotamento como moeda de reconhecimento de seus feitos. 

A queixa, por vezes, torna-se uma viga importante no edifício neurótico, quando ouvir uma lamentação é imprescindível saber que a pessoa pode estar numa zona de conforto-orgulho do lamento. O sujeito centralizador acaba sendo arrogante e desmerece qualquer ajuda, então, frases do tipo: Só eu sou capaz de fazer! Ninguém sabe fazer o que faço! Todos fazem sempre tudo errado! 

Ora, aceitar que o outro possa fazer e desempenhar sua função aponta para o vazio, retira o deleite do controle, confisca a pretensão de ser perfeito. Finalmente, antes de alardear seu cansaço e esgotamento, torna-se honesto reconhecer até onde foi sua habilidade de delegar, caso isso não tenha acontecido sua queixa é apenas um “gozo casual”.

Psicólogo Marcos Bersam

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O QUE EU QUERO NO MEU PRÓXIMO RELACIONAMENTO

APRENDENDO COM O RELACIONAMENTO ANTIGO


A jornada não foi nada fácil até os dias atuais naquela relação, porém, é inegável que houve momentos de alegria e felicidade. No entanto, nos últimos tempos, os dissabores tinham ganhado proporções gigantescas. A separação mental e afetiva acontecia, como sempre, antes da despedida derradeira. Então, a culpa, o carinho, a família e gratidão vencida davam um tom mais dramático à decisão final de rompimento da relação. 

Assim sendo, o mesmo sacrifício feito para aparentar que sua vida era um conto de fadas, ora, perfeita aos olhos dos outros, dificultou a tomada de decisão. Assim, os mais próximos enxergavam uma relação que você nunca viveu, em tese,  o segredo não confiado a ninguém, claro, fez você acreditar na imagem construída para os outros. Naturalmente, dúvidas saltitavam em sua mente: - Será que não sou feliz? Relacionamento não é assim mesmo? Todos os relacionamentos não seriam iguais? Será que não reclamo demais?  

O mesmo esforço para manter as aparências de um relacionamento perfeito, torna-se o mesmo complicador para a tomada de decisão, ainda mais quando você precisa convencer primeiro os amigos e familiares, antes de si mesmo, que o fim é inegociável.  Por fim, o término de relacionamento é uma usina de dúvidas a assombrar qualquer senso de lucidez, entretanto, nesse emaranhado de incertezas resta apenas uma convicção para seu futuro. De fato, você,  acredita que precisa conciliar, num futuro relacionamento, a seriedade da relação própria dos adultos com a leveza e bom humor dos que vivem o amor com o desprendimento de expectativas e promessas escandalosas e barulhentas.

Marcos Bersam

Psicólogo

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

TOMADAS EM EXCESSO

Resultado de imagem para EXCESSOS DE TOMADAS E FIOS
A sensação de cansaço parece ter acampado na antessala de sua rotina, assim, você parece acordar cansado e sem ânimo necessário para cumprir toda sua agenda. Não obstante, os seus aparelhos eletrônicos são recompostos a noite com toda a carga necessária, ora, esquecer de recarrega-los é algo impensável.

Assim sendo, a mente não combina com o corpo o momento de desligar, pois a preocupação em recarregar tudo gera certa negligência consigo, então, o quarto está decorado com toda a parafernália eletrônica que agrava seu descanso.

O campo magnético no entorno do indivíduo é alimentado por baterias, celulares, tabletes, tomadas e alguns fios; ou seja, os quartos, de hoje em dia, nunca tiveram tantas tomadas, em tese, para lembrar que sempre é tempo de carregar e fazer funcionar algo.

Por isso, a demanda de tomadas indica o grau de ansiedade de muitos que recorrem aos consultórios psicológicos, cabe nos tempos atuais o psicólogo sondar quantas tomadas irão para cama com o sujeito. O sono tem ficado entrecortado com sobressaltos de preocupações recorrentes, a insônia e agitação noturna são apenas a extensão do dia anterior. Toda a ansiedade e aflição noturna têm como testemunha alguma tomada carregando e energizando algum eletrônico.

Decerto, a fadiga, falta de concentração, ausência de criatividade, nervosismo, perda da libido, preocupação são os sinais inequívocos de uma revolução das tomadas, que sempre lembram o quanto é indesejável ficar desligado. Enfim, destinar uma tomada para você recarregar suas energias é uma atitude saudável, ainda mais, num mundo que sobra tomada e pessoas sem energia.

MARCOS BERSAM
Psicólogo Clínico

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

FRASE DO DIA



"Envelhecer um destino, amadurecer uma decisão."

psicólogo marcos bersam

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

PSICOLOGIA DO ANTES

SEMPRE ANTES


Antes de falar é preciso escutar; antes de ensinar ter aprendido; antes de amar perdoar; antes de agir refletir; antes de julgar conhecer-se; antes de quebrar saber consertar; antes da certeza permitir a dúvida; antes de exigir ser generoso; antes de ter coragem, visitar seus medos; antes de conseguir, acreditar; antes de chegar, esforçar-se; antes de envelhecer, claro, ter amadurecido.

marcos bersam
psicólogo clínico

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