Jacques Lacan
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
FUGINDO DA FELICIDADE
MEDO DE SER FELIZ.
A pauta dos medos é diversa,
portanto eis alguns deles: medo de avião, escuro, altura, fracasso, doença,
engordar, desemprego, errar, morte, solidão, abandono, rejeição. É claro, que
até aí, não precisa ser psicólogo para saber que, todas essas situações são
compreensíveis e justificadas ,pelo senso comum, como ameaçadoras. Todavia, tem
um número reduzido de indivíduos que tem um dos piores medos, ou seja, o medo
de ser feliz. Você não entendeu errado, por
mais absurdo que possa parecer tem uma legião de pessoas que não consegue sair
do lugar, por terem medo da vida. O medo
de “coisas boas” figura entre um dos medos neuróticos mais recorrentes no
consultório, pois ele não é reconhecido prontamente. Então, aquela velha
história da pessoa que, sempre deu cabeçada na vida e, quando surge uma chance
de um relacionamento saudável; uma oportunidade de promoção profissional a
pessoa joga tudo para o alto e desperdiça sem cerimônia, ora, inventando alguma
desculpa. Enfim, tais pessoas nutrem
crenças de que não são dignas de “acontecimentos bons”, a autoestima baixa, a
insegurança de outrora faz com que gatilhos de ansiedade e pânico sejam
acionados quando o futuro dá sinais de que tempos de êxito afetivo,
prosperidade profissional estão convocando o indivíduo a ser feliz de verdade.
MARCOS BERSAM
PSICÓLOGO
e-mail: marcosbersam@gmail.com
whats: 32 8839-6808
terça-feira, 4 de agosto de 2015
TRANSTORNO DE ANSIEDADE
PSICOLOGIA DA DOMINAÇÃO
TEOREMA DA ESCASSEZ
A sensação de escassez é cada vez
mais explicita, portanto nunca tivemos a sensação de que falta de tudo, um
pouco, no mundo atual; ora, quem diria que água seria um item de luxo. Nessa
fase de carestia, contingenciamento, racionamento, sustentabilidade; eis que
são adjetivos que revelam a “era da escassez”, logo são termos obrigatórios no vocabulário de qualquer
criança. Por isso, vivemos a “era da
carestia coletiva”, de recursos
naturais, morais, econômicos, políticos e afetivos. Hoje, campeia a falta de ética, emprego,
dinheiro, educação, sobriedade, lucidez, honestidade, tempo e, principalmente,
atenção.
A sensação de que algo está em
falta, imediatamente, impulsiona o individualismo, o egoísmo e a luta pela
sobrevivência, isto é, recorremos a expedientes de reter, estocar, acumular. E
quando a escassez tangencia valores afetivos? Então, como lidar com a falta de
tempo e atenção? As grandes lojas de varejo, no país, usam com maestria a estratégia da escassez,
por isso, soa tão familiar as frases do tipo: só amanhã! Só hoje! Ultimas peças!
Queima de estoque! Últimas unidades! Está acabando; por último, a apelativa, Black
Friday.
A tentativa rasteira de despertar
em você a pressa de adquirir o que muitas vezes nem precisa é alavancada pela
ideia de que vai acabar, e, consequentemente você ficará “de fora” da
oportunidade única. A lógica da escassez faz você comprar sem precisar, certo?
Então você adquire o que não precisava. Entretanto, tais esquemas são usados
também nas relações afetivas, ou seja, a politica da escassez revela
comportamentos neuróticos e de dominação, por exemplo, você já deve ter ouvido
a frase: Nunca vai encontrar uma pessoa como eu, só eu poderei te fazer feliz,
Aproveite a única chance que vou te dar, Agarre essa chance de ser feliz.
A escassez de tempo é usada de forma a
tornar-se indisponível para o outro, talvez numa tentativa de mostrar que você é
mais importante do que, de fato, um dia pode ser. A similitude dessas pessoas
com a estratégia das grandes lojas é a mesma, claro, você é levado a adquirir,
permanecer com algo- relacionamentos- que não tem utilidade, todavia você é
levado a crer que precisa do que é inútil. A escassez do tempo também faz você ser
usada pelo outro de forma perversa, desta feita é comum ouvir as seguintes
expressões: Fala logo, não tenho tempo, isso e bobagem, depois vemos isso,
amanhã talvez.
Finalmente, a estratégia de escassez de tempo
e atenção é sintoma de relacionamentos que, precisam ser revistos, assim,
sabemos que a tentativa de estocar – atenção e tempo, faz com que você inflacione
o que o outro tem para lhe ofertar. De resto, quando você perceber que o outro
usa a estratégia da escassez com você, analise se o que vai adquirir não custará
mais do que, de fato, vale. E o que é pior sem necessitar e estar precisando no
momento.
Marcos Bersam
psicólogo
whatsapp: 32-8839-6808
orientação psicólógica online
consulta online de sua casa ou trabalho
e-mail: marcosbersam@gmail.com
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
autoaceitação
Autoaceitação.

Certa vez, perguntaram a Michelangelo, expoente artista do renascimento, como ele fazia obras tão reais e magníficas, quando ele respondeu, aproximadamente, o seguinte:” A obra já está pronta dentro da pedra de mármore, eu apenas aparo as arestas e deixo ela nascer”. A pessoa ,quase sempre , pensa que para mudar a vida tem que ser outra pessoa, então o tímido quer violentar-se e ser extrovertido; quase sempre, o desejo de mudar é para atender as expectativas do outro. Assim, você cria a fantasia que, você, precisa ser quem o outro achou que deveria ser. Certamente, para atender as expectativas alheias você ingressa num verdadeiro martírio, por exemplo: emagreça, engorde, opere, estude, faça concurso, compre um carro, ganhe mais, tenha mais dinheiro, seja belo, separe, case, tenha filhos. A grande transformação acontece quando você retira as “poucas arestas” que impedem de ver a grandiosidade que há dentro de você, esse processo recebe o nome de autoaceitação. Por isso, não respeitar os elementos estruturais de sua personalidade é uma pseudo mudança. Porém, querer mudar sem respeitar seu limites é como fazer uma escultura de mármore, tornar-se uma obra de bronze. Então, desrespeitar sua vocação e aptidões é uma forma equivocada de ser outra pessoa. Tal como Michelangelo; retirava apenas pequenas porções do mármore para fazer surgir a escultura, precisamos saber o quanto devemos trabalhar de nossa personalidade, não se trata de retirar tudo. Enfim, a mudança verdadeira considera respeitar os limites de arestas a serem eliminadas, isto é, a autoaceitação.
marcos bersam
psicólogo clínico
sexta-feira, 24 de julho de 2015
FOI MAL
NÃO BASTA TER RAZÃO.

De repente você perde sua tranquilidade no trânsito, então, você é “fechado” por outro carro em alta velocidade. A manobra arriscada do outro condutor fez você abrir as comportas de seu lado instintivo; daí emoções de raiva e cólera cegam sua lucidez. Os xingamentos apenas confirmam a perda de seu equilíbrio. O seu orgulho diz para você iniciar uma perseguição, assim, você não contabiliza a quantidade de endorfinas, hormônios e cortisol que é derramado nas engrenagens de suas vísceras. O ímpeto de “tirar satisfação” faz você perseguir e aproximar-se do outro veículo, quando pra sua surpresa você observa que o mesmo estaciona na porta da emergência de um hospital. A sua visão capta um homem, de meia idade desatinado, carregando um menino, de aproximadamente 04 anos, inconsciente nos braços rumo a entrada do pronto socorro. Nesse ínterim, a lucidez assume a leitura da situação, claro, sua raiva dá espaço para a empatia que asserena seus ânimos. Finalmente, seu semblante aponta a ressaca moral após a interpretação REAL da situação. Finalmente, pode-se afirmar que antes das emoções temos pensamentos, então, a crença de que sempre somos vitimas, e o culpado é sempre o outro; entorpece nossa razão e nos leva a equívocos interpretativos da realidade, aliás, nos ensinando que ter apenas razão não é suficiente para justificar os julgamentos precipitados.
MARCOS BERSAM
PSICÓLOGO
visite o site: www.marcosbersam.com.br
quarta-feira, 22 de julho de 2015
PSICOLOGIA DO RETROVISOR
MEDO DE MUDANÇA.

Definitivamente, experimente
viajar com seu carro olhando apenas para os retrovisores, ora, na primeira
esquina você vai provocar um acidente, certo? Portanto, não é possível começar
uma viagem olhando apenas para frente, sem considerar os retrovisores. Os
retrovisores são necessários, pois qualquer manobra, mudança de direção ou ultrapassagem
devem ser consultados. Algumas pessoas seguem a vida assim, ou seja, não
conseguem mudar suas vidas por estarem presas
no passado. Então, ficam sempre olhando para o retrovisor existencial. A
imagem projetada por este, claro, está cheia de remorsos, culpas e mágoas. A
atitude saudável é olhar para o futuro
e, pontualmente, observar no retrovisor o que ficou para trás, porquanto o retrovisor
existencial deve funcionar como
ensinamento para manobras na rodovia da vida. Por fim, não desconsiderar o que
foi vivido, entretanto, desapegar do passado é atitude saudável quando o desejo
de mudança pulsa dentro de você, assim, contentar –se em seguir viagem e,
esporadicamente, verificar o que foi deixado no passado.
Marcos Bersam
psicólogo
contatos:
marcosbersam@gmail.com
whats: 32 8839-6808
segunda-feira, 20 de julho de 2015
PSICOLOGIA DO ABRAÇO
A CURA PELO ABRAÇO.
A experiência do abraço pode revelar muito de alguém, assim, sabe-se que o tempo médio de um abraço costuma durar algo próximo de 03 segundos. É verdade, que algumas pessoas não conseguem nem isso, pois o medo de mostrar afeto faz o abraço ser um gesto desafiador e encurtado pela ansiedade. A ciência já comprova que abraços ternos e longos, de no mínimo 20 segundos, quase sempre, são eficazes e também terapêuticos. Alguns hormônios são convidados a participarem da engrenagem física, sobretudo quando o motivo de tal gesto é fruto da compaixão, amor e fraternidade. O abraço um pouco mais estendido pode gerar benefícios enormes para a pessoa que doa e a que mais precisa receber naquele momento. Então, o abraço sincero funciona como uma transfusão reciproca de energias que revigora não apenas os hormônios, células; mas todo o "campo energético"das pessoas envolvidas nessa empreitada. As crianças tem mais facilidade de dar e receber abraços longos, às vezes, a dificuldade de demorar no abraço está no medo de mostrar-se tão frágil como você, de fato, foi e teve a obrigação de esconder. Enfim, no abraço não apenas as mãos estão ocupadas, mas as defesas de nosso ego escorrem pelos braços. Enfim, o abraço que demora o tempo necessário para aplacar a dor, celebrar a saudade, ou glorificar o amor; acontece sem a pressa patrocinada pelo medo. Afinal, a precisão dos segundos, sabiamente, alongados no ato de abraçar, claro, desobriga você a querer dizer o que jamais conseguiria de outra forma.
MARCOS BERSAM
PSICÓLOGO
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